sábado, 14 de abril de 2012

Dia & noite

Para que é que tudo isto serve?
Para que é que fazemos um esforço por esquecermos ou por tentarmos sermos felizes? Porque é que tem de ser tão complicado? Sim tudo bem, se não for difícil não tem o mesmo sabor no fim; mas de que nos serve tudo isto se afinal não resolve nada? De que serve tentar pensar que tu não existes se durante o dia ocupo a minha cabeça com um pedaço de ossos e durante a noite sonho contigo?
Não sei como é que há pessoas que se amam e desamam de uma forma tão fácil e logo a seguir vivem um profundo e imenso amor com outro. Eu acho que deve ser tudo mentira. Da cabeça ao pés. E não é que isso importa, mas, como é que conseguem? Eu não conseguiria viver nessa mentira mentira, não desse jeito, nesse tipo coisas, nesse tipo de amor.
Gostava muito que as minhas brincadeiras funcionassem com outro como funcionaram contigo, mas não funcionam, não para mim.
Todo desprezo, toda raiva que tento sentir, toda mágoa que realmente sinto, todas as tentativas de lembranças de maus momentos.. nada disso funciona.
Não funciona esquecer-te nem funciona amar outra pessoa.
Não sei se funciona fugir de tudo isto mas se calhar é a melhor coisa a fazer. Ainda ontem o senhor sábio me disse: "Arrisca, vai em frente, não desistas! uma rapariga com talento como tu não pode desistir."
Posso perder a única oportunidade boa na minha vida ou posso ir em busca de uma muito melhor, nunca vou saber. Não sem experimentar primeiro.

Amanhã é o teu dia. Vai ser um dia especial para ti de certeza. Gostava muito de estar presente, de estar contigo. De fazer contigo todas as maluqueiras que te dessem na cabeça. Mas ainda nem sequer sei o que te vou ou deva dizer.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

this still being my dream

Assim como uma simples palavra vos faz recordar algum momento especial que tenham vivido, também assim acontece comigo.
Há uma quantas músicas que me relembram a saída do cubículo entre as paredes feitas de panos escuro e da entrada para grande cenário. Há umas quantas fotos que me fazem lembrar o cansaço que sentiamos por pormos tanto esforço e empenho naquilo. Há flahs de imagens na minha cabeça que me fazem lembrar o primeiro dia, da primeira vez. Há calafrios que me fazem recordar o nervosismo de não conhecer mais ninguém e há suores frios que me fazem lembrar o calor que se fazia sentir naquele estúdio tão quente.

E assim como há tudo isto, estas simples coisas, quando eu penso que vou lá outra vez entrar naquelas salas, dar beijinhos, olás, sorrisos e abraços áquelas pessoas, que vou subir e descer aquelas escadas, que me vou sentar naqueles sofás, que vou a porta a abrir e a fechar.. bum! Abre-se o rio dentro de mim; voltam as emoções, os sentimos, aqueles que só podemos sentir quando amamos algo desde e até ao mais ínfimo pormenor. E depois lembro-me que desta vez vou lá estar, mas vai só metade de mim, porque eu não vou fazer parte do elenco.. e então um BUM ainda maior. É aí que eu penso que nada disto pode ter outro rumo e que não podem existir outras coisas no meu caminho que me atrapalhem para eu seguir a minha verdadeira felicidade.
Porque lá eu não preciso que existam outras coisas que tantas pessoas dizem que não é possível viver sem. (tavez até eu pense assim, quando não estou lá) Mas lá é diferente. Lá as palavras fazem todas sentido e têm todas o verdadeiro eco da minha voz. Nada mais me provoca isto dentro de mim, isto que me faz ser eu, to-tal-men-te eu: sem reservas, sem medos, sem ouvir o que os de fora têm para dizer; sou só eu e os que estão em cima daquele palco comigo, e entre nós e o que nós estamos a dizer e a fazer, vai haver uma ligação impossível de comparar com qualquer outra coisa no mundo.

Teatro, que força tens tu.